Shopping em Israel tem fazenda orgânica no telhado

A estrutura produz, entre outras coisas, mais de dez mil unidades de hortaliças por mês.

fonte: www.ciclo.vivo.com.br

É possível produzir alimentos orgânicos em lugares totalmente improváveis. O “Green in the City” é prova disso. O projeto é uma verdadeira fazenda urbana no telhado de um shopping da capital israelense, Tel Aviv. A estrutura produz, entre outras coisas, mais de dez mil unidades de hortaliças por mês.

O telhado vivo é apenas uma das iniciativas sustentáveis mantidas pelo shopping. A cobertura do centro comercial ainda concentra um viveiro para aves e árvores, um apiário e uma “caverna” para morcegos frutívoros nativos.

De acordo com a página do projeto, todos os alimentos são produzidos de forma orgânica, sem que sejam usados pesticidas ou fertilizantes artificiais. Para garantir a demanda, toda a produção é hidropônica.

A fazenda urbana conta com duas estufas, que somam 750 metros quadrados de áreas de cultivo, onde são plantados 17 tipos diferentes de vegetais e ervas em rotação. O sistema garante que todos os meses a colheita seja de mais de 10 mil “pés”.

A produção conta com uma técnica especial para sobreviver às condições do clima e espaço. Os alimentos que são cultivados por hidroponia a partir de sementes recebem uma espuma flutuante com pequenos buracos, por onde as raízes passam para crescer. Isso isola a água e bloqueia a luz solar. Para o abastecimento, a água é oxigenada por uma bomba de ar e os nutrientes são cuidadosamente monitorados. Este processo garante que os alimentos se desenvolvam duas vezes mais rápido no que no cultivo tradicional.

Apesar da grande quantidade de alimentos produzida no shopping, o principal intuito do projeto é a conscientização. Por isso, o espaço recebe workshops, oficinas educativas e projetos de sensibilização. A maior parte da produção é vendida a restaurantes locais e aos moradores da região, que recebem os alimentos em casa, através de entregas feitas em bicicletas.

 

Composteira de mesa cultiva plantas enquanto reaproveita o lixo orgânico

A ideia é tornar a compostagem algo simples e incorporado ao dia a dia das pessoas.

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Ter uma composteira em casa é um dos jeitos mais simples de reduzir a quantidade de resíduos orgânicos desperdiçados. Ao contrário do que muito pensam, os restos de alimentos não são simples lixos, eles têm valor e produzem excelentes compostos para adubar a terra e deixá-la naturalmente mais produtiva.

A Biovessel é uma composteira portátil criada por um grupo de designers chineses. A ideia é tornar a compostagem algo simples e incorporado ao dia a dia das pessoas. Para isso, nada melhor do que deixar todo o sistema visível, fazendo parte da decoração e trazendo mais vida aos ambientes.

O equipamento não possui nenhuma tecnologia avançada. Assim como nas composteiras tradicionais, todo o processo é feito pelo tempo, pela umidade e, claro, pelas minhocas. Ele é dividido em três compartimentos, conectados internamente. O solo e as minhocas ficam espalhados por todo o fundo do recipiente. Uma das partes será usada apenas para acrescentar água ao sistema, enquanto na outra ponta são dispostos os resíduos orgânicos, e entre eles está uma pequena passagem, usada para monitorar o processo.

O sistema é coberto com tampas vazadas, que permitem a passagem do ar, ao mesmo tempo em que evitam a entrada de insetos. É possível até mesmo usar um dos compartimentos para cultivar alguma planta ou erva, já que esse solo é altamente rico em nutrientes.

O produto está em busca de financiamento coletivo para ser produzido em larga escala e quer doar já garante um exemplar.

Edifício construído com garrafas PET ganha o selo ambiental mais alto do Mundo

A construção utilizou 1,5 milhão de tijolos feitos de garradas PET recicladas.

Um edifício feito com garrafas PET conquistou o mais alto grau de certificação ambiental do mundo. O Ecoark, localizado em Taipei, Taiwan, recebeu o selo LEED Platinum por toda a sua eficiência em todas as etapas do processo de construção.

O projeto é assinado pelo arquiteto chinês Arthur Huang, diretor da empresa Miniwiz – Sustainable Energy Development, e, como é de se esperar, tem premissas sustentáveis em cada detalhe de seu planejamento. No lugar dos tijolos tradicionais, foram usados tijolos feitos de garrafa PET. Essa mudança deixou a estrutura com metade do peso e resistente a fenômenos naturais, como furacões e terremotos.

O edifício, inaugurado em 2010, ocupa uma área de 2.186 metros quadrados. Considerado um pavilhão, ele possui três pavimentos equivalente a nove andares, onde estão abrigados: anfiteatro, salão de exposições e espaços para museus.

A construção utilizou 1,5 milhão de tijolos feitos de garradas PET recicladas, conhecidos como Polli-Bricks. A estrutura é presa por uma malha metálica e uma peça de acrílico, revestida com uma substância não inflamáveis, que protege a estrutura. Os tijolos, que mantém o formado das garrafas, são vazios, para ajudar no isolamento térmico e na passagem da luminosidade natural.

Além deste diferencial na construção, o pavilhão usa água da chuva para o resfriamento, é equipado com placas solares e possui iluminação de LED em toda a sua fachada.

Parque linear na cobertura conecta Edifícios Residenciais no Vietnã

As três torres serão conectadas por pontes aéreas ajardinadas.

Nas jardineiras das varandas, que cercam todos os andares dos edifícios, serão plantados bambus. | Foto: Divulgação / Vo Trong Nghia Architects

O estúdio vietnamita Vo Trong Nghia Architects revelou um projeto para um condomínio residencial na cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã. A ideia consiste em três torres que serão conectadas por pontes aéreas na cobertura e protegidas da luz do sol por faixas de bambu em suas varandas.

O condomínio Dimond Lotus está situado em uma faixa de terra entre dois rios que serpenteiam a cidade e desaguam no oceano. Os blocos, que terão 22 andares, serão ligados por um jardim e pontes equipadas com áreas de convivência e vista para os canais da cidade.

O condomínio, que ocupa 8.400 metros quadrados, terá 720 unidades de apartamentos – todos com varandas ajardinadas e acesso à cobertura. “O telhado conectado fornece aos moradores um grande espaço verde, o que raramente ocorre na cidade”, afirmam os arquitetos responsáveis.

Nas jardineiras das varandas, que cercam todos os andares dos edifícios, serão plantados bambus. A ideia é que a planta crie um filtro do sol, oferecendo sombra, luz e um agradável ambiente em cada apartamento.

Enquanto outros empreendimentos aceleram a perda de vegetação na cidade, a ponte e fachada verde deste projeto são previstas não só como um conforto aos habitantes, mas também como uma contribuição para a paisagem, surgindo como uma tela verde na cidade,” acrescentam os arquitetos.

O estúdio Vo Trong Nghia é conhecido pelas suas aplicações de bambu na construção civil e do uso de vegetação em suas obras.